Seleção portuguesa: Jorge Jesus assume geração de extremo talento

Seleção portuguesa: Jorge Jesus assume geração de extremo talento

Possuindo uma escola de treinadores fenomenal, especialmente considerando o tamanho do país, Portugal optou por uma escolha caseira após duas passagens de treinadores estrangeiros. Afinal, Jorge Jesus está assumindo o comando da seleção portuguesa depois da queda na Copa do Mundo 2026.

Possuindo uma das gerações mais talentosas de sua história, afirmação que pode ser feita sem nenhum temor, Portugal quer extrair o melhor do que tem a oferecer. E, assim, deixar para trás as participações decepcionantes em Copas.

O melhor meio que não foi

Vitinha, João Neves e Bruno Fernandes. Quem viu os três em campo na Copa do Mundo por Portugal ficou perplexo com a diferença no seu nível de produção em relação ao habitual de cada um no futebol de clubes. Dois jogadores fundamentais na engrenagem do bicampeão europeu PSG e simplesmente o melhor jogador da última Premier League decepcionaram neste Mundial.

O foco neste setor do campo é inevitável. Mas a lista é longa e envolve inúmeras posições no reconhecimento de atletas que não rendem nem de perto do seu potencial na seleção. Nuno Mendes é outro exemplo evidente.

Quando a questão se resume a um atleta ou outro, certas questões sobre o encaixe daquele jogador ainda podem ser feitas. Quando esse número passa a crescer, o questionamento naturalmente se vira para o treinador.

Replicar exatamente a função de cada um no clube na seleção não é necessariamente viável. Todavia, o trabalho de um grande treinador é extrair o melhor de suas peças e caberá a Jorge Jesus fazer isso no comando português.

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O fator Cristiano Ronaldo

A longevidade de Cristiano Ronaldo é algo singular. E, mesmo assim, não foi nenhuma surpresa quando o atacante português confirmou que a Copa de 2026 seria a sua última, já com 41 anos. Ainda assim, o futuro mais imediato permanece incerto, considerando a Euro de 2028 e a Liga das Nações que já terá início neste ano.

Uma das grandes questões envolvendo o time português nos últimos anos foi o funcionamento coletivo da equipe e os ajustes necessários para encaixar um jogador de proporções épicas. Em 2022, CR7 perdeu a posição para Gonçalo Ramos no decorrer da Copa. E, em 2026, se manteve como titular mesmo com um desempenho que na maioria das vezes não chegou perto do ideal.

Jorge Jesus foi diplomata na maneira como falou sobre a continuidade de Ronaldo na seleção, enchendo de elogios o maior goleador na história do país. Resta saber se CR7 seguirá agora com um papel mais de coadjuvante, se permanecerá como um titular absoluto ou alguma outra opção.

Trabalho de Martínez deixou a desejar

Entre o seu trabalho mais duradouro na Bélgica e esse no comando de Portugal, Roberto Martínez teve no seu comando gerações excepcionais. E, na maioria das ocasiões, não conseguiu extrair o máximo do que tinha à sua disposição. A Bélgica, que fracassou com ele na Copa de 2022, saindo na fase de grupos, já teve um desempenho melhor em 2026 sob o comando de Rudi Garcia.

Uma eliminação para a Espanha, independentemente de em qual fase do torneio venha, não é nada ultrajante. Entretanto, o ponto de maior crítica em relação ao trabalho de Martínez é a maneira como Portugal se portou durante quase toda a Copa.

Primeiramente, esse confronto precoce com a Espanha só veio pela incapacidade portuguesa de liderar a sua chave, terminando atrás da Colômbia, realizando jogos extremamente pobres contra a República Democrática do Congo e a própria Colômbia. Aliás, o único jogo imponente de Portugal na Copa veio contra a frágil seleção do Uzbequistão.

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