Rio de Janeiro, Brazil, June 23, 2022. Football players, of the Cruzeiro team, during the fluminense vs. Cruzeiro match for the Brazilian Cup, at mara

Maiores artilheiros da história do Cruzeiro: os goleadores que marcaram época no Cabuloso

Os mais de cem anos do Cruzeiro foram marcados por muitos talentos e grandes conquistas, entre elas, duas Libertadores e quatro Campeonatos Brasileiros, com nomes como Tostão, Dirceu Lopes e Niginho consagrando cada vitória. Esses atletas são uns dos maiores artilheiros da história do Cruzeiro e marcaram a história do clube.

Desse modo, no campo, entre gols e jogadas brilhantes, são os artilheiros que fazem a festa da torcida e levam o time mais perto da vitória a cada torneio. Assim, no caso do Cruzeiro, esse prestígio e talento transpassam as gerações, do clássico Palestra Itália aos tempos atuais.

Neste conteúdo, vamos conhecer quem são os maiores artilheiros da história do Cruzeiro e o papel de cada um na conquista dos títulos da Raposa.

Os maiores artilheiros da história do Cruzeiro

A história do Cruzeiro é recheada de grandes artilheiros que entraram para história do clube. Durante os 90 minutos de jogo, são os goleadores que dão um show com jogadas impressionantes e marcam a história de qualquer equipe. Por isso, com o Cruzeiro, não é diferente.

Assim, conheça o top 10 dos maiores artilheiros com a camisa celeste.

RankingJogadorNúmero de GolsPeríodo no Cruzeiro
1Tostão2421963-1972
2Dirceu Lopes2231964-1977
3Niginho2081929-1933 / 1939-1947
4Bengala1721925-1939
5Marcelo Ramos1621998-1996 / 1997-2000 / 2001 – 2003
6Ninão1581923 – 1931 / 1933 – 1938
7Palhinha1451969 – 1976
8Alcides1441931 – 1935 / 1937 – 1948 / 1952 – 1953
9Joãozinho1181973 – 1982
10Raimundinho1101952 – 1963

Os artilheiros do Cruzeiro e seus feitos pelo clube

Agora que você já sabe os números dos principais artilheiros da história do Cruzeiro, vamos conhecer os feitos dos principais goleadores do Cabuloso.

Tostão: o gênio celeste

Eduardo Gonçalves de Andrade, o famoso Tostão, entrou oficialmente para o futebol de campo do Cruzeiro em 1963, com apenas 16 anos, e deixou a sua marca logo nos primeiros confrontos. Sendo assim, um exemplo disso foi a sua participação na decisão do Campeonato Brasileiro de 1966, jogando contra o Santos, de Pelé.

Na época, o jogo trouxe ao time da Vila Belmiro a pior derrota até o momento, com um placar de 5 a 0 no primeiro jogo e 3 a 2 no segundo jogo, com uma virada impressionante da Raposa no segundo tempo.

Meio de campo estrategista e armador de grandes jogadas, o atleta marcou em sua carreira no Cruzeiro 245 gols em 383 jogos. Isso porque levou para casa conquistas como os seis Campeonatos Mineiros e o título de artilheiro da última edição da Taça de Prata de 1970, o atual Campeonato Brasileiro.

Dirceu Lopes: artilheiro e classe

Também conhecido como “Príncipe do Futebol”, Dirceu atuou como meio-campista do Cruzeiro entre 1964 e 1977, colecionando títulos, gols e premiações ao longo de sua carreira.

Jogador muito habilidoso e veloz, Dirceu era conhecido por suas arrancadas pelo meio-campo e seus dribles desconcertantes, abrindo espaço para ataques precisos contra o adversário. Aliás, em sua atuação no Canarinho, formou uma dupla de grande potência com Tostão por muitos anos, somando suas habilidades com o talento do Mineirinho de Ouro.

Além disso, ao longo de sua carreira no Cruzeiro, o “Príncipe” marcou 228 gols em 610 jogos.

Niginho: herdeiro da família Fantoni

Leonízio Fantoni, conhecido como Niginho no Brasil, atuou inicialmente no clube quando este ainda era Palestra Itália, entre 1929 e 1933 e alguns anos depois entre 1939 e 1947. 

Ademais, o artilheiro era conhecido como “Carrasco dos Clássicos” graças a sua atuação de alto nível, como o palestrino/cruzeirense que mais marcou gols em disputas contra Atlético-MG e América.

Entre seus títulos conquistados estão oito Campeonatos Mineiros (1928, 1929, 1930, 1940, 1941, 1943, 1944 e 11945), além de 5 Torneios Início de Minas Gerais (1929, 1940, 1941, 1943 e 1944).

Aliás, durante sua atuação no Cruzeiro, Niginho marcou 210 gols em 280 jogos.

Bengala: o clássico ponta-esquerda

O mineiro Ítalo Fratezzi, também conhecido como Bengala, foi ponta-esquerda do Cruzeiro, na época Palestra Itália, entre 1925 e 1939. Além disso, era um artilheiro com muita disposição, talento e agilidade, habilidades que o tornaram um verdadeiro ídolo para a torcida cruzeirense.

Em sua carreira, Bengala conquistou grandes títulos, muitos deles como um dos maiores responsáveis pelo resultado do time. O segundo e o terceiro título no Campeonato Mineiro (1929 e 1930) são grandes exemplos de seu protagonismo em decisões históricas.

Sendo assim, entre suas conquistas como jogador, estão os quatro títulos do Campeonato Mineiro e os quatro títulos do Torneio Início. Neste cenário, foram 171 gols pelo Palestra em 282 jogos.

De 1940 a 1942, Bengala foi técnico do Palestra, conquistando dois Campeonatos Mineiros, os últimos com o velho nome do clube.

Ninão: o primeiro da família Fantoni

João Fantoni, conhecido como Ninão, irmão mais velho de Niginho, também foi um dos maiores artilheiros da história do Cruzeiro, defendendo o time em duas passagens: entre 1923 a 1931 e entre 1933 e 1938.

Nesse sentido, Ninão foi um dos melhores atacantes da história do Palestra, com a melhor média de gols no clube, cerca de 1,45 por jogo, tendo marcado 168 gols em 133 jogos.

Marcelo Ramos: o artilheiro dos anos 90

Revelado no Bahia, Marcelo se tornou o sexto maior artilheiro do clube antes de ser contratado pelo Cruzeiro em 1995. Ademais, Marcelo Ramos fez parte do elenco da Raposa em três épocas diferentes: 1995 a 1996, 1997 a 2000 e 2001 a 2003.

Durante sua atuação, colecionou grandes goleadas e muitos títulos, entre eles:

  • 4 Campeonatos Mineiros (1996, 1997, 1998 e 2003)
  • 3 Copas do Brasil (1996, 2000 e 2003)
  • 2 Copas Sul-Minas (2001 e 2002)

Além de títulos únicos, como:

  • Copa Libertadores da América (1997)
  • Copa de Ouro Nicolás Leoz (1995)
  • Copa Master da Supercopa (1995)
  • Recopa Sul-Americana (1998)
  • Campeonato Brasileiro (2003)
  • Copa Centro-Oeste (1999)
  • Supercampeonato Mineiro (2002)
  • Copa dos Campeões Mineiros (1999)

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