Argentina na final: relembre a trajetória da Albiceleste até a decisão da Copa 2026
Pela segunda Copa do Mundo consecutiva, a Argentina está na decisão. E, depois de vencer no Catar, em 2022, a Albiceleste quer entrar para um seletíssimo grupo de tetracampeãs mundiais e de bicampeãs seguidas. E, para chegar à final, a Argentina virou sobre a Inglaterra, por 2 a 1, nas semifinais.
Agora, a Argentina se prepara para encarar a Espanha na partida que vale a taça mais importante do futebol mundial. Aliás, a final da Copa 2026 será no domingo, 19 de julho, às 16h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey/Nova York, nos Estados Unidos.
Então, no aquecimento para a decisão, nada melhor do que relembrar toda a trajetória da seleção da Argentina até chegar ao grande jogo. Inclusive, a Sportingbet já está com odds abertas para a final da Copa.
Fase de grupos perfeita e com show de Messi em todos os jogos
Aproveitando-se do fato de ter caído em um fraco Grupo J (calma, argentinos, não estou tirando o mérito), a Argentina fez uma fase de grupos basicamente impecável, somando nove pontos em três jogos. Foram oito gols marcados e apenas um sofrido.
Em sua estreia, no dia 16 de junho, La Albiceleste (ou melhor, Messi) não tomou conhecimento da Argélia e iniciou a Copa 2026 com um 3 a 0. E foi com hat-trick de Lionel Messi.
Com o desempenho, o camisa 10 igualou o recorde de Miroslav Klose como maior artilheiro das Copas do Mundo, então com 16 gols.
Na segunda rodada, vitória por 2 a 0 sobre a Áustria e ambos os gols foram de Messi, que se isolou como maior artilheiro dos Mundiais, chegando a 18 gols.
E, por fim, na terceira rodada, a seleção argentina, já garantida em primeiro lugar no grupo, poupou seus titulares durante parte do jogo contra a Jordânia. Ainda assim, vitória por 3 a 1 com mais um gol de Messi. Os outros foram marcados por Lo Celso e Lautaro Martínez.
O primeiro ‘quase adeus’ à Copa do Mundo, mas vaga nas oitavas
Em seguida, nos 16 avos de final (ou segunda fase), a Argentina teve pela frente a estreante Cabo Verde. E a seleção sul-americana teve tudo menos vida tranquila contra os africanos.
Os argentinos saíram na frente com Messi, aos 27 minutos do primeiro tempo, mas Cabo Verde empatou aos 13 da etapa complementar, com Deroy Duarte. E o placar ficou empatado, levando a decisão para a prorrogação.
Logo no primeiro minuto do tempo extra, Lisandro Martínez, de cabeça, fez 2 a 1 para a Argentina. Mas Cabo Verde buscou o empate com Sidny Cabral, aos 12 da prorrogação.
Porém, os cabo-verdianos deram azar e, aos cinco minutos do segundo tempo da prorrogação, Diney Borges fez um gol contra. 3 a 2 para a Argentina e vaga suada nas oitavas.
Uma quase eliminação e a primeira virada heróica nas oitavas
A vitória por 3 a 2 sobre o Egito, nas oitavas de final, foi a primeira partida em que a Argentina esteve realmente próxima de ser eliminada na Copa do Mundo 2026.
Afinal, os egípcios chegaram a abrir 2 a 0, aos 21 do segundo tempo. Yasser Ibrahim fez 1 a 0 para o Egito, aos 14 do primeiro tempo, e Zico fez o segundo, na etapa complementar. Pouco antes do segundo gol egípcio, o mesmo Zico havia marcado, mas o gol foi anulado por falta.
Então, veio a mágica argentina e um pouco de polêmica de arbitragem também. Aos 33 minutos do segundo tempo, Cuti Romero marcou de cabeça e diminuiu a desvantagem argentina.
Em seguida, aos 38, Messi bateu de dentro da área e empatou para a Argentina. E, por fim, aos 46, Enzo Fernández marcou de cabeça o terceiro, o da virada argentina. Os jogadores do Egito reclamaram de falta na origem do lance do terceiro gol argentino, mas o árbitro validou.
Vale lembrar que, depois do primeiro gol egípcio, a Argentina teve um pênalti, mas o goleiro Shobeir defendeu a cobrança de Messi. O arqueiro egípcio foi um dos destaques da partida, fazendo grandes defesas, mas não conseguiu fazer nada contra a blitz argentina no final do jogo.
Leve susto contra a Suíça nas quartas
E a Argentina continuou levando sustos no mata-mata da Copa 2026. Nas quartas, contra a Suíça, a vitória foi por 3 a 1. Mas o placar engana um pouco, já que o triunfo veio apenas na prorrogação.
A Argentina até saiu na frente, com gol de Mac Allister, aos 11 do primeiro tempo, após bela cobrança de escanteio de Messi. Mas a Suíça empatou aos 22 minutos do segundo tempo, com gol de Ndoye.
O problema foi a falta de inteligência (para não dizer outra coisa) de Breel Embolo na sequência, dois minutos após o empate. Já amarelado, o atacante suíço simulou uma falta de Leandro Paredes. O VAR chamou e o camisa 7 recebeu o segundo amarelo, sendo expulso e deixando a Suíça em situação complicadíssima. Embolo saiu chorando de campo.
A Argentina teve mais de 20 minutos de pressão, mas não conseguiu desempatar.
Porém, já esgotada com um jogador a menos, a Suíça não conseguiu levar até os pênaltis. Até resistiu no primeiro tempo extra, mas então sofreu dois gols no segundo tempo da prorrogação. Julián Álvarez acertou um belo chute no ângulo para fazer 2 a 1 e o 3 a 1 veio bem no final, em contra-ataque no qual Lautaro Martínez mandou para o fundo das redes.
Na rivalidade contra a Inglaterra, nova virada heróica e final à vista
Por fim, nas semifinais, a Argentina encarou a Inglaterra, grande rival histórica por conta da Guerra das Malvinas e também pela polêmica quartas de final da Copa de 1986, com ‘La Mano de Dios’ de Maradona.
E os argentinos sofreram novamente. Depois de um primeiro tempo sem gols, mais marcado por faltas do que por finalizações, a seleção inglesa abriu o placar cedo no segundo tempo. Aos nove minutos, Gordon recebeu cruzamento de Rogers e abriu o placar.
Então, a seleção argentina começou a pressionar ainda mais, mas parou um bom tempo na zaga inglesa e nas defesas de Pickford, além da trave.
Porém, a Inglaterra recuou demais e, aos 40 minutos, Enzo Fernández acertou belo chute de fora da área para empatar.
A pressão argentina foi demais para a Inglaterra e, aos 46, Lautaro Martínez recebeu cruzamento de Messi e mandou de cabeça para o gol. Virada em seis minutos e vaga na grande final da Copa.
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