Trionda: a bola da Copa do Mundo 2026 e suas antecessoras
A bola oficial da Copa do Mundo de 2026 é a Trionda, literalmente traduzido como “Três Ondas”, homenageando os três países que receberão a competição: México, Estados Unidos e Canadá.
Aliás, a primeira característica da Trionda é precisamente uma celebração da primeira vez que a Copa do Mundo é recebida por três países anfitriões: México, Estados Unidos e Canadá.
Inclusive, essas nações são representadas por três cores bem vibrantes na superfície esférica: vermelho, verde e azul. Um produto da Adidas, patrocinadora oficial das bolas das Copas do Mundo desde 1970, a Trionda é uma bola inovadora, formada por quatro painéis em forma de onda, conforme referido no seu nome.
Em cada uma das três cores se encontram símbolos que representam os países anfitriões. Só para ilustrar, temos uma águia verde para o México, uma estrela no azul para os Estados Unidos e uma folha de ‘maple’ (bordo) no vermelho para o Canadá.
Além disso, a bola do Mundial deste ano é também tecnologicamente evoluída. Afinal, não só o seu design permite uma deslocação mais estável pelo ar, como também tem detalhes que ajudam a aderência no chute e drible quando a bola está molhada.
Aliás, será correndo atrás dessa linda bola que as melhores seleções do mundo buscarão a taça mais importante do futebol. E, segundo as odds da Sportingbet, temos as seguintes favoritas ao título em 2026:
Faz já muitos anos que as bolas oficiais das Copas do Mundo são submetidas a testes rigorosos e escolhas cuidadosamente selecionadas. Mas nem sempre foi assim. Dessa maneira, deixamos aqui uma breve história de cada uma das bolas oficiais de todos os Mundiais.
Uruguai 1930: Modelo T
Na primeira Copa do Mundo, a bola era, naturalmente, uma escolha muito menos cuidadosa, sem grande tecnologia envolvida. No Uruguai, em 1930, houve mesmo duas bolas, a mais popular foi a Modelo T. Mas se usou também a Tiento.
Como curiosidade, na final de 1930, disputada entre Uruguai e a Argentina, os dois modelos foram para o jogo. Afinal, a escolha da bola ficava com as seleções envolvidas. A Argentina preferia a Tiento e o Uruguai a Modelo T.
Como não houve acordo, no primeiro tempo jogaram com a Tiento, preferida dos argentinos, que chegaram na frente do placar ao intervalo, por 2 a 1. A Modelo T, preferida dos uruguaios, foi utilizada no segundo tempo e os anfitriões acabaram mesmo vencendo de virada por 4 a 2.
Itália 1934: Federale 102
A Federale 102 foi manufaturada por uma empresa italiana e foi considerada a bola oficial. Porém, foram utilizados mais dois modelos: a Globe e a Zig-Zag. Esta última acabou sendo a escolhida para a final, com a escolha igualmente feita pelas seleções envolvidas, a Itália e a Tchecoslováquia, com a anfitriã vencendo na prorrogação.
França 1938: Allen
Tal como aconteceu com todas as bolas das Copas entre 1934 e 1966, a Allen foi feita no país anfitrião, neste caso na França. Muito parecida com a Federale 102, a Allen foi também utilizada nos Jogos Olímpicos de Paris de 1924.
Brasil 1950: Superball Duplo T
A Superball Duplo T, bola da primeira Copa do Mundo disputada no Brasil, tinha manufatura brasileira, mas a patente era argentina. Foi a primeira bola de Mundiais sem costura externa e com uma câmara que era inflada por uma válvula. Isso conferia à bola uma superfície mais arredondada e maior durabilidade.
Suíça 1954: Swiss World Champion
A Swiss World Champion iniciou a era das bolas FIFA com dimensões padronizadas. A sua cor também mudou em relação às anteriores, com o couro mais amarelado, o que permitia aos torcedores verem melhor a bola, quando comparada com as bolas de couro mais escuro.
Suécia 1958: Top Star
A Top Star foi selecionada para a Copa do Mundo de 1958 entre mais de 100 modelos, escolhida pela FIFA após vários testes em uma quadra em Estocolmo.
Aliás, a Top Star tinha três cores diferentes: amarela, marrom claro e branca. A mais utilizada foi a branca, que o Brasil usou para vencer a final contra a anfitriã Suécia. Aliás, foi com a Top Star que Just Fontaine se tornou o maior artilheiro de uma única Copa, com 13 gols feito que permanece até hoje.
Nesta Copa de 2026, os artilheiros também vão tentar colocar várias bolas na rede. Inclusive, segundo as odds da Sportingbet, estes são os principais cotados a goleador do Mundial:
Chile 1962: Mr. Crack
A Mr. Crack foi, de uma certa forma, um retrocesso na qualidade das bolas das Copas do Mundo. De produção chilena, a Mr. Crack era diferente do padrão das bolas europeias, com um problema de absorção de água quando chovia e de perda de cor quando fazia sol.
No Mundial de 1962, muitas partidas foram disputadas com bolas alternativas, em especial sob os padrões europeus.
Inglaterra 1966: Challenger 4-Star
A bola oficial da Copa do Mundo de 1966 foi, mais uma vez, escolhida entre mais de 100. E a vencedora foi a Challenger 4-Star, manufaturada pela marca inglesa Slazenger, na altura mais conhecida pelos seus equipamentos de golfe e tênis.
A Challenger 4-Star foi fornecida também em três cores: amarela, branca e um marrom-avermelhado. Essa última imortalizada na fantástica final que a Inglaterra venceu contra a Alemanha Ocidental.
México 1970: Telstar
A Copa do Mundo de 1970 marcou a história das bolas oficiais da competição. Pela primeira vez, a FIFA escolheu um patrocinador oficial para as bolas, a empresa Adidas, que mantém esse estatuto até os dias de hoje. E a icônica Telstar foi a estrela do show.
O design foi também inovador, com 32 gomos (12 pentágonos e 20 hexágonos). Os pentágonos eram pintados de preto e os hexágonos de branco, facilitando a visualização na TV, que na altura era ainda apenas a preto e branco.
Esse design se tornou um clássico do futebol, sendo até hoje o mais utilizado de sempre. O nome Telstar foi atribuído pela semelhança da bola com o satélite que transmitiu os jogos para a Europa.
Alemanha Ocidental 1974: Telstar Durlast
Muito parecida com a sua antecessora, a Telstar Durlast apresentou, tal como a Telstar, o nome do patrocinador e da competição, o que não aconteceu nos Mundiais anteriores.
A Telstar Durlast tinha duas cores oficiais, a habitual preta e branca e uma laranja, que seria utilizada quando houvesse neve, mas que acabou não sendo necessária.
Argentina 1978: Tango
A Tango recebeu seu nome em homenagem à dança de origem argentina. Na sua concepção, era igual à Telstar, 32 gomos (12 pentágonos e 20 hexágonos). Porém, a grande inovação foi o desenho decorativo que criou um padrão de 12 círculos iguais.
Essa decoração foi de tal forma icônica que quase não se alterou durante cinco Copas do Mundo consecutivas.

Espanha 1982: Tango España
A Tango España foi a primeira bola de Mundiais verdadeiramente resistente à água e foi a última a ser manufaturada com verdadeiro couro. A sua decoração era praticamente igual à antecessora.
México 1986: Azteca
A Azteca foi a primeira bola de uma Copa do Mundo feita de materiais completamente sintéticos. A decoração foi feita com triângulos inspirados na arte azteca e foi também a primeira bola a ter referências claras ao país sede.
Itália 1990: Etrusco Unico
Igualmente inspirada na Tango de 1978, a Etrusco Unico deu show. Porém, a diferença ficava no design decorativo, inspirado na arte etrusca, com três leões etruscos decorando os vinte triângulos típicos da Tango.
Estados Unidos 1994: Questra
A Questra foi novamente uma versão da Tango, com um design decorativo diferente, inspirado no país sede, os Estados Unidos, e a sua exploração espacial. Os triângulos apresentavam desenhos de estrelas, planetas e naves espaciais.
França 1998: Tricolore
A Tricolore marcou uma nova era nas bolas das Copas do Mundo, sendo a primeira que apresentou mais que duas cores no seu design decorativo, no caso três: azul, branco e vermelho, as cores da bandeira francesa.
A decoração base continuou a mesma, mas apresentou galos em forma estilizada, outro símbolo francês.
Coreia do Sul e Japão 2002: Fevernova
Em 2002, a Adidas quebrou com a tradição do design decorativo base e trouxe a Fevernova. Ela acabou terminando com as tríades das cinco bolas anteriores e introduzindo quatro trígonos, ainda que mantendo a estrutura de 32 gomos.
Aliás, os trígonos representavam a forma de turbinas eólicas, prestigiando as energias alternativas.
Alemanha 2006: Teamgeist
A Teamgeist, que em alemão significa “espírito de equipe”, introduziu uma nova evolução no seu design estrutural. Os 32 gomos foram abandonados e substituídos por 14 painéis que se assemelhavam a hélices, unidos termicamente em vez de costurados. A forma da bola era de tal maneira superior que ficava a 1% de uma esfera perfeita.
As cores preto e branco representavam as cores da seleção anfitriã, da Alemanha, e a linha dourada se aproximava da forma do troféu da Copa do Mundo.
Pela primeira vez, cada bola tinha a inscrição dos nomes das duas seleções em campo, o estádio, a cidade, a data e a hora do início da partida. Para a final, foi criada uma bola em tons de dourado, chamada Teamgeist Berlin.
África do Sul 2010: Jabulani
A Jabulani, nome que em zulu significa “comemorar”, voltou a inovar na estrutura, formada por oito painéis termossoldados, mas principalmente na decoração. Na sua estampa figuravam quatro triângulos, decorados com 11 cores, que representavam o número de jogadores de um time de futebol, de línguas oficiais da África do Sul e de cidades-sede definidas originalmente para receber a primeira Copa do Mundo no continente africano.
A bola oficial da final foi uma edição especial dourada chamada de Jo’bulani, em homenagem à capital do país-sede, Joanesburgo.
Brasil 2014: Brazuca
A Brazuca foi a primeira bola de uma Copa do Mundo a receber seu nome por votação dos torcedores. Foi também a bola que passou por testes mais rigorosos até a altura, com mais de 600 jogadores, 30 equipes de cientistas e os testes laboratoriais para avaliar sua qualidade.
A sua estrutura foi também inovadora, com seis painéis idênticos em forma de hélice, concebidos para proporcionar maior qualidade aerodinâmica, estabilidade, toque e aderência.
A decoração tinha linhas coloridas e rodopiantes nos painéis que representavam as tradicionais fitas do Senhor do Bonfim. Assim como para os dois torneios anteriores, a Adidas criou uma edição especial com linhas curvas douradas para a decisão: a Brazuca Final Rio.
Rússia 2018: Telstar 18
A Telstar 18 foi uma homenagem à icônica primeira bola da Adidas para a Copa do Mundo, em 1970.
Constituída por seis painéis texturizados e perfeitamente colados, a Telstar 18 dava maior precisão e um desempenho superior, com baixa absorção de água.
A Telstar 18 foi utilizada na fase de grupos, sendo depois introduzida a Telstar Mechta para os jogos de mata-mata. Mechta significa “sonho” ou “ambição” em russo.
Catar 2022: Al Rihla
A Al Rihla, cujo nome significa “a jornada” em árabe, foi a 14ª bola da Adidas para as Copas do Mundo, se destacando pela sua superior velocidade no ar, melhor do que qualquer outra antes. Suas cores se inspiraram na cultura e nas cores do Catar.
Sua estrutura voltou a inovar, com 20 painéis para melhorar a precisão, a estabilidade no ar e as curvas. A tecnologia “Connected Ball” (“bola conectada”) chegou, para ajudar os árbitros a tomar decisões mais rápidas e precisas. Isso principalmente em relação aos impedimentos mais difíceis de serem detectados.
Para as semifinais e final, foi introduzida uma versão chamada Al Hilm, “o sonho” em árabe, com cores diferentes, bordô e dourado, as cores do Catar e da Copa do Mundo.
As odds foram verificadas no momento da produção deste conteúdo e estão sujeitas a mudanças. Consulte as odds atualizadas na seção de apostas esportivas da Sportingbet.
+18. Jogue com responsabilidade. SPA/MF nº 247. Se deixar de ser diversão, pare.
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