Quem são os coadjuvantes cruciais dos semifinalistas da Copa do Mundo 2026?
Estrelas brilham por todos os cantos nesta Copa do Mundo 2026. Em cada um dos quatro semifinalistas, podem se encontrar jogadores que naturalmente acabam ficando em segundo plano, embora os seus papéis sejam fundamentais. São os coadjuvantes essenciais para qualquer campanha sólida.
Então, confira qual jogador coadjuvante merece o destaque em cada uma das seleções semifinalistas da Copa do Mundo. Ou seja, vamos lembrar bons nomes da França, da Argentina, da Inglaterra e da Espanha.
França: Adrien Rabiot
Michael Olise flutua no meio-campo no período de construção ofensiva da França. Mas, efetivamente, a seleção comandada por Didier Deschamps atua com dois meias de origem em uma formação bem ofensiva e assim demanda bastante dessas peças.
Antes do início da Copa, havia um certo ceticismo quanto à capacidade desse setor em relação aos outros favoritos ao título e os jogadores não poderiam ter respondido a isso de uma melhor forma.
Manu Koné e Aurélien Tchouaméni vêm jogando muito bem. Contudo, o único meia a ser titular em todos os três jogos franceses na fase eliminatória e rotineiramente entregando boas atuações fazendo o trabalho sujo é Adrien Rabiot.
Titular da França pela segunda Copa do Mundo consecutiva, Rabiot traz a experiência para tomar as melhores decisões sem a pressão de contribuições chegando ao ataque. Afinal, poder de fogo é o que não falta para essa seleção.
Argentina: Lisandro Martínez
Os maiores críticos do sistema defensivo argentino talvez não contassem com a titularidade de Lisandro Martínez na zaga ao lado de Cristian Romero, atuando no nível no qual o defensor do Manchester United vem atuando.
Indiscutivelmente um dos melhores zagueiros construtores do futebol mundial na atualidade, o maior problema de ‘Licha’ tem sido a disponibilidade. E, pelo menos durante a Copa, ele vem atuando basicamente todos os minutos sem problemas.
Além de Lionel Messi, para quem todo o jogo argentino é direcionado, nenhum outro jogador da Albiceleste demonstra uma capacidade tão grande e consistente quanto a de Martínez. Sobretudo para quebrar linhas com os seus passes incisivos, encaixando idealmente com a maneira de jogar de sua seleção.
Por exemplo, vamos deixar de lado os dois envolvimentos diretos em gols na eletrizante vitória por 3 a 2 diante de Cabo Verde. Afinal, apenas a contribuição no início de jogadas já seria o suficiente para receber o lugar argentino neste grupo.
O porte físico de Martínez engana quem acha que ele representa uma vulnerabilidade no lado defensivo. Martínez ganha 76% dos duelos pelo chão e 67% pelo ar nesta Copa do Mundo, totalizando 5,4 disputas de bola vencidas por partida.
Inglaterra: Elliot Anderson
Poucas escolhas de Thomas Tuchel representam um sucesso maior do que a opção por estabelecer Elliot Anderson como titular indiscutível da Inglaterra. E isso mesmo antes do meio-campista assumir o protagonismo que passou a ter no decorrer da última temporada, culminando na transferência recorde para o Manchester City.
Declan Rice lida com problemas físicos que afetam a sua Copa e com parceiros diferentes em momentos distintos sob diversas circunstâncias. Contudo, Anderson tem mantido um bom nível individual.
Só para ilustrar, a jogada do gol de empate contra a Noruega, por exemplo, começou com ele. Ou seja, efetuando um domínio orientado e acelerando o jogo em um momento no qual a Noruega não estava tão bem postada defensivamente.
Qualificado com a bola nos pés, como um dos nove jogadores remanescentes neste torneio com pelo menos 200 passes certos no campo adversário, Anderson também tem a intensidade defensiva para ser considerado um meio-campista completo. Aliás, nenhum jogador cuja seleção ainda está viva neste torneio venceu mais disputas de bola do que Anderson (42).
Espanha: Marc Cucurella
Em múltiplas ocasiões neste torneio, embora não tenha recebido o voto da FIFA, Marc Cucurella poderia ter sido considerado o melhor em campo pela seleção espanhola. Foi o caso, por exemplo, na estreia contra Cabo Verde. E, mais recentemente, no duelo eliminatório diante da Áustria, no qual distribuiu duas assistências.
A Espanha, especialmente sem Nico Williams, que ainda não foi titular na fase eliminatória, perde uma certa profundidade. E uma das alternativas para atacar a última linha é a infiltração de Cucurella por dentro.
O lateral-esquerdo espanhol repete bem um movimento que lhe deu muito sucesso no Chelsea e que, certamente, continuará a ser utilizado no Real Madrid, clube para o qual se transferiu.
Além de Nuno Mendes, cuja qualidade em todos os aspectos é inegável, encontrar um lateral esquerdo mais qualificado do que Cucurella na atualidade é uma das tarefas mais árduas possíveis. Ofensivamente, ele já se provou bastante neste torneio e, defensivamente, terá seu maior desafio diante da França.
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