Shaquille O’Neal revela com qual estrela da NBA atual gostaria de fazer dupla

O “Monster Vice-President” (MVP) da Sportingbet, Shaquille O’Neal, esteve em março de 2026 no Brasil para um show do seu projeto musical Diesel. E, durante a passagem pelo nosso país, em uma entrevista coletiva, uma pergunta acabou rendendo uma resposta que merece destaque: com qual estrela da NBA ele gostaria de fazer dupla em seu auge?

A resposta veio sem rodeios, no estilo direto que sempre marcou sua personalidade. Shaq citou dois nomes, cada um por um motivo diferente. De um lado, Stephen Curry, símbolo máximo do basquete moderno. Do outro, Cooper Flagg, um dos jovens mais promissores da nova geração.

Mais do que uma escolha aleatória, as respostas revelam como ele enxerga o jogo, tanto no presente quanto no futuro.

Curry e Flagg: duas escolhas que dizem muito sobre Shaq

Quando falou de Stephen Curry, Shaq deixou claro que não era apenas admiração, mas encaixe. Na visão dele, a parceria funcionaria quase de forma automática. E, ao explicar sua escolha, ainda fez questão de citar o brasileiro Oscar Schmidt.

“Eu provavelmente gostaria de jogar com o Steph Curry. Porque o jeito que ele arremessa, ele é simplesmente o melhor arremessador. Ele e o Oscar Schmidt tinham aquela forma similar, e quando ele arremessava e a bola entrava, era simplesmente tão bonito.”, disse Shaq, em declaração em março de 2026, um mês antes do falecimento de Oscar Schmidt.

A explicação vai além da estética. Shaq detalha exatamente como o jogo fluiria:

“Eu adoraria ver eles dobrarem a marcação no Steph, e eu o procuraria todas as vezes. Isso faria meu jogo de assistências subir, e o jogo seria mais fácil para ele. Então, uma vez que ele começa a engrenar, agora você tem que tomar uma decisão, ‘oh, não podemos dobrar nele’. Agora temos que marcá-lo individualmente, e então isso me daria mais espaço.”

É uma leitura simples, mas difícil de contestar. Se a defesa fecha o perímetro, o garrafão vira território livre. Se fecha dentro, Curry decide de fora.

Já com Cooper Flagg, o tom muda. Sai a análise tática e entra um lado mais pessoal, quase de mentor:

“Jogador mais jovem, eu provavelmente iria com o Cooper Flagg. Eu gosto dele. Ele é um garoto de família. Cresceu de forma similar a como eu cresci, com pai e mãe. Então acho que eu poderia mostrar a ele algumas coisas sobre como chegar ao próximo nível.”

Shaquille O'Neal - MVP da Sportingbet

“Eu nunca me adaptaria”: a mentalidade que marcou uma era

Se a escolha das duplas mostra leitura de jogo, outra resposta deixa claro como Shaquille O’Neal se enxergaria dentro da NBA atual:

“Eu nunca me adaptaria. Eles teriam que se adaptar a mim.”

A frase resume uma carreira inteira. Shaq nunca foi um jogador que moldava seu estilo ao contexto. Era o contrário. Ele criava o problema, e os outros tentavam resolver.

Inclusive, ele mesmo explica essa lógica de forma direta:

“Eu não faço o que todo mundo faz. Eu sou muito único, muito enigmático. Mas, sabe, isso já foi tentado comigo. Todos os caras grandes sempre tentam me tirar do garrafão e arremessar de três. Você não vai acertar tantas cestas de três quanto eu vou fazer de dois.”

Da NBA dos pivôs à era do perímetro: o que mudou no jogo de hoje?

A NBA que consagrou Shaquille O’Neal era outra. Mais física, mais concentrada no garrafão, com pivôs dominando o ritmo das partidas. Era uma liga em que nomes como Patrick Ewing, Hakeem Olajuwon, David Robinson e Alonzo Mourning faziam do jogo interno o principal campo de batalha.

Entretanto, hoje o cenário mudou. O jogo é mais espaçado, mais rápido e muito mais dependente do arremesso de três pontos. Jogadores justamente como Stephen Curry ajudaram a redefinir completamente a forma de atacar.

Isso levanta uma dúvida quase automática: um pivô com o estilo de Shaq conseguiria ter o mesmo impacto hoje?

Shaq estaria fora de lugar hoje? Ele não acredita nisso

Shaq não só acredita que jogaria na NBA atual como sustenta que o impacto seria o mesmo, ou até maior:

“Você pode arremessar de três o quanto quiser. Eu vou apenas te punir no garrafão, te fazer chorar, te fazer reclamar, te envergonhar na frente da sua mãe, da sua namorada, da sua esposa.”

Sem dúvida, o tom pode soar provocativo, mas o argumento é claro. Em uma liga cheia de espaçamento, um jogador dominante no garrafão obrigaria qualquer defesa a mudar o seu estilo de jogo. E isso mudaria tudo ao redor.

“Então, eu nunca me adaptaria. E eu só arremessaria de três se estivéssemos ganhando por 10 ou 20 pontos, mas eu não jogo como ninguém.”

O olhar de quem dominou a liga

As declarações de Shaquille O’Neal não soam como arrogância. Elas partem de alguém que entende exatamente o impacto que teve dentro de quadra.

As escolhas de dupla, a recusa em se adaptar e a leitura sobre o jogo moderno seguem a mesma linha. Tudo gira em torno de uma ideia central: dominância.

“Sabe, eles sempre dizem ‘quem é o maior jogador?’. Mas quando você fala sobre o jogador mais dominante, são apenas dois nomes que mencionam. E eu sou um desses nomes. Então, eu continuaria a dominar.”

Na visão dele, o jogo pode até evoluir. Mas ainda precisaria lidar com algo que nunca saiu de moda: um pivô impossível de parar. Seja jogando ao lado de Stephen Curry ou ajudando no desenvolvimento de Cooper Flagg, a lógica não muda. Para Shaquille O’Neal, o jogo sempre teve que se adaptar a ele.

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