Conselhos de Shaq: como o brasileiro Gui Santos pode vencer na NBA

Conselhos de Shaq: como o brasileiro Gui Santos pode vencer na NBA

A passagem de Shaquille O’Neal, “Monster Vice-President” (MVP) da Sportingbet, pelo Brasil em março deste ano rendeu respostas diretas sobre a nova geração da NBA. E, entre os nomes citados nas coletivas em março deste ano, um começou a aparecer com frequência: Gui Santos.

Shaq admitiu que não conhecia profundamente o brasileiro, mas chamou atenção pelo fato de ter ouvido o nome repetidas vezes em pouco tempo.

“Eu não sei muito sobre ele, mas tenho ouvido o nome dele com frequência desde que cheguei aqui. Esta é como a minha quinta coletiva de imprensa e mencionaram ele.”

A partir daí, vieram respostas que, mesmo sem serem direcionadas exclusivamente ao brasileiro, ajudam a entender exatamente o que ele precisa fazer para se firmar na liga.

A relação de Shaq com o Brasil vai além do basquete

Antes de falar sobre desempenho em quadra, Shaquille O’Neal deixou claro que sua conexão com o Brasil não é recente. E passa por diferentes experiências. Ele relembrou o primeiro contato com um brasileiro, em uma situação curiosa envolvendo Vitor Belfort:

“O primeiro brasileiro que conheci foi um cara que eu pensei que ia ter que lutar enquanto caminhava no Havaí. Esse cara pula nas minhas costas e me dá um mata-leão. Nós dois entramos em posição de luta e ele puxa dois ingressos e diz: ‘Ei, eu quero que você venha ao meu evento’. O nome dele era Vitor Belfort.”

A relação seguiu dentro das quadras. Shaq atuou ao lado de nomes como Leandrinho Barbosa e Anderson Varejão, dois jogadores que, segundo ele, tinham uma mentalidade forte.

Ele também teve a oportunidade de ver de perto Oscar Schmidt, o que ampliou sua visão sobre o basquete fora dos Estados Unidos.

“Vim uma vez com meu tio para assistir ao grande Oscar Schmidt jogar. Foi quando eu percebi que as pessoas fora dos EUA também são jogadores de basquete realmente incríveis.”, disse Shaq, em março, um mês antes do falecimento de Oscar Schmidt.

Com esse histórico, fica claro que a leitura de Shaq sobre jogadores brasileiros não é superficial.

“Domine o seu papel”: o principal conselho para Gui Santos

Quando entrou no tema desempenho, o recado foi direto. Para um jogador jovem tentando se firmar, o caminho passa por entender e executar bem a própria função.

“Quando você joga em diferentes programas, eles te dão as respostas sobre o que você precisa fazer para permanecer nesse programa.”

Ao comentar especificamente sobre Gui Santos, ele reforçou que o brasileiro já dá sinais positivos:

“Você diz que ele está jogando de forma notável, todos os outros dizem que ele está jogando de forma notável. Então, no momento, ele está no caminho certo.”

A sequência da resposta deixa claro onde está o foco:

“O que quer que peçam a ele, ele só precisa dominar esse papel. Sabe, agora ele não vai ter muitos arremessos porque o Steph Curry está lá e os outros caras estão lá.”

Atuar no Golden State Warriors significa dividir quadra com jogadores que concentram grande parte das ações ofensivas. Stephen Curry é o principal exemplo disso. Shaq foi direto ao explicar o impacto desse contexto:

“Mas tenho certeza de que ele é um reboteiro, tenho certeza de que ele joga na defesa, tenho certeza de que ele consegue acertar o arremesso livre.”

Isso aponta para um caminho claro. Em vez de forçar protagonismo ofensivo, o espaço aparece em outras áreas do jogo.

Shaquille O'Neal - MVP da Sportingbet
Shaquille O’Neal – MVP da Sportingbet

Varejão e Leandrinho mostram o caminho

Para ilustrar o que considera essencial, Shaquille O’Neal recorreu a exemplos que conhece bem. Sobre Anderson Varejão, ele destacou o impacto sem a bola:

“Como o Anderson Varejão quando joguei com ele em Cleveland. Pegar rebotes, cavar faltas, jogar na defesa, irritar as pessoas, e ele era uma estrela em Cleveland por causa disso.”

Já ao falar de Leandro Barbosa, o foco foi outro tipo de contribuição:

“Leandro Barbosa, por causa do time que ele jogou, não era visto como uma superestrela, mas ele jogava como uma superestrela. Quando ele estava em Phoenix e entrava no jogo, a torcida enlouquecia.”

A força do jogador brasileiro na visão de Shaq

A visão de Shaquille O’Neal sobre atletas brasileiros vai além de casos isolados. Ele enxerga um padrão. Segundo ele, são jogadores “durões”, “implacáveis” e que não evitam desafios. Essa característica aparece em diferentes esportes e também no basquete.

Outro ponto que apareceu nas respostas envolve mentalidade:

“Escute, quando você joga duro, você representa sua família, você representa seu país.”

Para Gui Santos, isso ganha ainda mais peso. Afinal, jogar na NBA não é apenas uma conquista individual, mas também uma responsabilidade.

Shaq também trouxe uma visão realista sobre o processo:

“Ele ainda não é uma superestrela, mas não precisa ser. Ele é jovem. Só precisa continuar trabalhando. Poucas pessoas conseguem entrar na liga de imediato e já ser uma superestrela.”

Ou seja, como o próprio Shaq resumiu:

“Então, boa sorte para esse jovem, e eu espero que ele represente o Brasil como todos os outros jogadores.”

O roteiro está claro. Agora, a sequência depende do que Gui vai fazer dentro de quadra.

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