Shaquille O’Neal responde quem é o melhor da história da NBA
Shaquille O’Neal, um dos maiores pivôs da história da NBA, não é apenas uma lenda dentro de quadra, mas também um excelente analista e figura carismática fora dela. Em uma recente rodada de entrevistas aqui no Brasil, em março de 2026, o Shaq abriu o jogo sobre uma das perguntas mais repetidas do basquete: quem merece ser chamado de maior jogador da história da NBA?
A resposta do “Monster Vice-President” (MVP) da Sportingbet veio rápido, mas o que ele desenvolve depois ajuda a entender por que esse debate nunca chega a um consenso.
Michael Jordan é o GOAT, mas cada era pede um olhar diferente
Antes de mais nada, quando questionado, Shaq foi curto e direto:
“Pra mim, é Michael Jordan.”
Certamente, a escolha por Michael Jordan segue um caminho bem conhecido. Domínio, impacto global e decisões em momentos grandes sustentam esse argumento há décadas.
Só que o próprio Shaq não fica preso a isso.
“Alguém falou algo interessante hoje quando você respondeu essa pergunta sobre quem é o melhor, você tem que pensar por eras. O Dr. J começou, depois Magic e Bird, e depois o Mike. E eu mesmo, Kobe, e depois LeBron. Então, sabe, eu acho que você tem que pensar por eras.”
A fala muda o rumo da discussão. Em vez de empilhar nomes, ele puxa o contexto. Cada fase da NBA cobra coisas diferentes dos jogadores. Ritmo, espaço em quadra, tipo de marcação, tudo muda.
Julius Erving trouxe um estilo mais plástico, mais aéreo. Magic Johnson e Larry Bird elevaram o jogo coletivo e a rivalidade a outro nível. Depois, Jordan levou o padrão competitivo ao limite. Na sequência, nomes como Kobe Bryant e LeBron James ampliaram o pacote, misturando técnica, físico e longevidade.
Assim, a resposta do Shaq entrega o nome, mas também deixa claro que comparar tudo isso como se fosse o mesmo jogo é simplificar demais.
O jogo mudou e pede outras soluções em quadra
Quando o assunto vira a NBA atual, o próprio Shaq entra na brincadeira de imaginar quantos pontos faria hoje:
“Muitos.”
Ele fala sobre a possibilidade de buscar jogos históricos em pontuação.
“Se eu tivesse a chance de buscar os 100, com certeza iria atrás. Mas provavelmente teria que acertar muitos lances livres e também várias bolas de três. No meu aniversário, quando fiz 61, eu não planejava fazer muitos pontos. Aconteceu naturalmente.”
Aliás, essa fala mostra como o jogo mudou. Hoje, pontuar passa muito mais por volume e espaçamento. Arremessos de três são parte constante, até para jogadores altos.
Na época do Shaq, o ataque passava muito pelo que se chama de “post”. É quando o pivô recebe a bola perto da cesta, de costas para o marcador, e trabalha na força e na técnica para finalizar. Era um jogo mais físico, mais concentrado no garrafão.
Hoje, esse tipo de jogada ainda existe, mas aparece menos. A quadra está mais aberta, com jogadores circulando mais e trocando posições o tempo todo.
A influência internacional muda a forma de jogar
Essa mudança também passa por quem está dominando a liga. Para Shaq, o crescimento dos estrangeiros tem relação direta com a forma como o basquete é ensinado fora dos Estados Unidos.
“Porque o jogo está sendo disputado como o jogo internacional. O jogo internacional é rápido, com pick and roll. Sabe, não fica parado com a bola, movimenta a bola.”
O pick and roll, que ele menciona, é uma jogada básica hoje. Um jogador faz um bloqueio para o companheiro com a bola e, logo depois, corta em direção à cesta. Isso cria espaço e força a defesa a decidir rápido.
Entre os nomes citados estão Nikola Jokić, Luka Dončić, Shai Gilgeous-Alexander e Victor Wembanyama.
“Muitos caras vêm de onde eu venho, estávamos acostumados a jogar um contra um ou dar a bola no post e usar força física.”
Além do pick and roll, ele cita também o pick and pop, que é uma variação. Em vez de cortar para a cesta depois do bloqueio, o jogador se afasta para receber a bola livre e arremessar, geralmente de média ou longa distância.
“Então eu acho que os europeus têm uma vantagem, especialmente quando se trata dos grandalhões. Eles fazem pick and pop e se movem bem. Então eu acho que os jogadores europeus vão dominar o jogo por muito tempo.”
Esse tipo de movimentação exige leitura de jogo e versatilidade, algo que virou padrão na NBA atual.
A resposta do Shaq explica mais do que parece
No fim, Shaquille O’Neal aponta Michael Jordan como o maior. A resposta é direta.
Inclusive, o raciocínio por trás dela é que abre mais possibilidades. Quando ele fala em eras, ele puxa o debate para um terreno mais honesto. O jogo muda, os jogadores mudam junto e os critérios acabam mudando também.
A NBA que consagrou Jordan não funciona do mesmo jeito hoje. E a liga atual, com ritmo mais alto, mais espaço e forte presença internacional, segue em transformação.
Por isso, a resposta do Shaq resolve a pergunta e, ao mesmo tempo, mantém a discussão aberta…
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